Professor Tiago Lyra:
Licenciado em Português/Inglês pela Universidade Metropolitana de Santos/SP, professor há mais de 8 anos em cursos presenciais para concursos no Estado do Rio de Janeiro, Ex. AL Oficial da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Atualmente é servidor Público do RIOPREVIDÊNCIA (Fundo Único de Previdência Social do estado do Rio de Janeiro).
Conhecido pelos seus alunos em todo o Brasil por meio do BIZU DO LYRA que indica sempre uma dica importante para as provas de Língua Portuguesa das principais Bancas do país.Bacharelando em Direito na UCAM


CONCURSO NÃO SE FAZ PARA PASSAR, MAS ATÉ PASSAR!!

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

BOMBEIROS RJ DICAS COMBATENTE




Olá, fiquei muito feliz pelo resultado dos meus alunos na prova de domingo passado, dia em que enfrentaram 10 questões difícies de Português, realmente a banca me surpreendeu, digo isso pelo histórico dos Bombeiros e da Funcefet.
Não sabemos muitos detalhes da prova de combatente, contudo vamos começar aqui uma série de bizus para a prova de combatente, abs
 
Vamos começar com interpretação de texto, você vai me perguntar, interpretação tem dicas? Não é só ir lá e interpretar??
 
Existem várias dicas, vejam:
 
1.0Interpretação de Textos:
 
       Interpretar um texto requer do candidato (a) muito mais que regras e conceitos gramaticais. É preciso ter conhecimento de mundo, bastante leitura e informação.
       Entretanto, alguns conceitos são indispensáveis para a realização de uma boa prova de Interpretação.
       Além disso, é importante destacar também alguns assuntos muito cobrados que estão relacionados com a Interpretação, como por exemplo:
       Leitura, compreensão e interpretação de textos. Estruturação do texto e dos parágrafos. Articulação do texto: pronomes e expressões referenciais, nexos, operadores sequenciais. Significação contextual de palavras e expressões. Equivalência e transformação de estruturas.
       Cuidado pessoal! Quando se trata de prova de Língua Portuguesa, com textos longos e questões de interpretação complexas isso é suficiente  para destruir qualquer planejamento de prova e acabar com o emocional do concursando (a). Existem bancas que adoram textos enormes, como a ESAF, por exemplo, que nos vence pelo cansaço.
      
1.1 – Coesão:
         Para BECHARA ( 2001) , o enunciado não se constrói com um amontoado de palavras e orações. Elas se organizam segundo princípios gerais de dependência e independência sintática e semântica, recobertos por unidades melódicas e rítmicas que sedimentam estes princípios.

     
 
 
 
  A coesão é o que está presente no corpo do texto, logo, a coesão está intimamente ligada a organização textual. Com isso a coesão abrange os elementos lexicais.
  Bizu do Lyra
 
É preciso entender que o texto não é uma bagunça de ideias, ele precisa ser organizado, é aí que entra a coesão textual!
       
 
Entretanto, alguns conceitos são indispensáveis para a realização de uma boa prova de Interpretação.
      
Lexicais - São os elementos que estão ligados às substituições e reiterações das palavras, está muito associado ao tópico do seu edital sobre “...pronomes e expressões referenciais, nexos, operadores sequênciais...”  Você vai perceber que as reiterações aparecem nas provas nos casos em que as palavras se repetem, já as substituições é quando a banca nos pede para substituirmos termos e conferirmos se a coesão e coerência foram mantidas.
Para concursos é de suma importância o estudos dos elementos coesivos!!
Dentre eles destaco:
·   Conjunções
·   Coesão Referencial Pronominal
·   Perífrases
 
SHIIIIII!! Calma, nós vamos falar de cada um deles.
 
1.1.1– Conjunções:
 
“A língua possui unidades que têm por missão reunir orações num mesmo enunciado.” Bechara
 
“Os vocábulos gramaticais que servem para relacionar duas orações ou dois termos semelhantes da mesma oração chamam-se conjunções” Celso Cunha
 
Ou seja, a conjunção é por si só um elemento de coesão, pois ela participa da conectividade das orações.
 
EX.: Estudei e levei o meu filho para a escola.
 
Pessoal, é importante salientar que necessariamente para se ter uma oração precisamos de um verbo. Logo, uma oração gira em torno de um verbo.
 
Oração                  Verbo
 
Estudei e levei o meu filho para a escola. Repare que o elemento coesivo é o “e” que se classifica como conjunção aditiva, pois ele tem a função de somar duas orações, uma girando em torno do verbo estudar (estudei) e a outra do verbo levar (levei).
 
É muito difícil em concurso pedir a classificação completa da conjunção, porém é vale a pena saber o seu nome e principalmente entender o valor (significado) que ela proporciona no texto.
 
As conjunções são divididas em Coordenativas e Subordinativas, que mais para frente (no nosso curso) você perceberá que tais conjunções irão formar as orações coordenadas e subordinadas.
 
Coordenativas A3CE
Subordinativas C6TFP
  • Aditiva
  • Adversativa
  • Alternativa
  • Conclusiva
  • Explicativa
  • Causal
  • Comparativa
  • Concessiva
  • Condicional
  • Conformativa
  • Consecutiva
Obs.: Ainda existe a conjunção Integrante (falaremos depois)
 
Obs.: Queridos alunos, na aula de MORFOlLOGIA abordaremos tudo sobre as conjunções!!
 
1.1.2      Coesão Referencial Pronominal
 
Essa coesão é basicamente feita quando se quer retomar ou antecipar um termo no texto.
 
 
Maria é bonita.      Ela é legal.
 
 
Repare que o pronome reto “Ela” retoma  um termo (Maria)
 
 
 
 
 
 

O curso de que mais gosto é este: Canal dos Concursos.
 
Repare que o termo “este” que é um pronome demonstrativo  está relacionado a algo que ainda virá no texto.
 
Pessoal, isso cai muito em prova!! Nas provas as bancas pedem para vocês verem se a correspondência entre os termos está correta.
 
 


|Referência Pronominal
Endofórica
Anafórico
 
Ex.: A violência está absurda. Isso é grave.
    
Catafórico
 
Ex.: Estude isto: Português.

 
 
 
Obs.: Essas referências são chamadas Endofóricas porque elas estão dentro do corpo do texto (Endo-dentro) se relacionando como elementos coesivos.
Obs.: Anafórico então é o termo que faz menção a um termo anterior e Catafórico a um termo posterior.
Obs.: Se o pronome tiver como referência algo fora do texto, ele exerce a função Exofórica também chamada de Dêitica. Ex.: Este crime vai assustar nossa cidade.
 
1.1.3      Perífrase:
 
Que nome é esse, Tiago? É fácil, vejam só este exemplo:
 
Ex.: O Botafogo é o melhor do campeonato. O time está ganhando todas!
 
 
 

Reparem que foi usada uma palavra sinônima (sentidos parecidos) para substituir (evitar a repetição) do nome Botafogo.
 
Na verdade, é preciso entender, que nem sempre utilizamos um vocábulo completamente sinônimo para retomar determinadas informações, nesses casos podemos usar expressões um pouco mais desenvolvidas, chamadas PERÍFRASES.
 
 
 

Ex.: O Brasil vem crescendo no cenário Internacional. Tal país será sede de copa e Olimpíadas.
 
Bom, existem algumas classificações!! Vamos vê-las:
 

Perífrase
Hipônimo
É quando é usado um termo mais específico.
Ex.: As cidades estão mais poluídas. O Rio de Janeiro é um exemplo. (mais específico)
Hiperônimo
É quando é usado um termo mais amplo, genérico.
Ex.: O Gol está mais caro. Os carros é um luxo hoje. (termo mais amplo)
 

 
Bom esses são alguns conceitos muito importantes para uma boa interpretação quando o assunto é Coesão textual. Já Já vamos praticar!!rs
 
2.0 – Coerência:
  “A coerência está diretamente ligada à possibilidade de se  estabelecer um sentido para o texto, ou seja, ela é o que faz com que o texto faça sentido para os usuários, devendo, portanto, ser entendida como um princípio de interpretabilidade, ligada à inteligibilidade do texto numa situação de comunicação e à capacidade que o receptor tem para calcular o sentido deste texto. Este sentido, evidentemente, deve ser do todo, pois a coerência é global.” (Koch, 2001, p.21)

A coerência é mais complexa, ela está atrelada a fatores subjetivos de um texto. Você pode ter um texto todo coeso, formatado com as estruturas certas, mas que pode faltar coerência, ou seja, a coerência está muito ligada ao sentido que o texto possui, ou a mensagem que o autor do texto quer passar para o leitor.
 
  Alguns elementos de coerência textual são muito cobrados em prova, às vezes você nem percebe mais tais elementos estão lá. São eles:
üIntencionalidade: A intenção do autor ao escrever o texto.
 
üAceitabilidade: A capacidade do leitor de aceitar o assunto abordado no texto.
 
üSituacionalidade: Está ligado ao contexto vivido pelo Autor-Leitos, por exemplo pode ser que na prova do TSE, no dia 12 de fevereiro, os texto venham abordando o assunto Eleições, isso é muito comum em concurso.
 
üInformatividade: É basicamente a forma que o texto aborda o assunto, ou seja, se ele vai direto ao assunto e explicitamente é possível interpretá-lo ou se vai ser preciso usar a Inferência textual. 
 
üIntertextualidade: É um processo de comunicação entre textos, as vezes as prova utiliza dois, três ou quatro textos e existe uma correlação entre eles que é abordada no próprio corpo dos textos e cabe a você interpretar as relações entre eles.
 
 
3.0 Paráfrase:
      É a repetição de um termo, uma frase ou talvez um momento vivido por uma pessoa, só que contado a partir do seu modo de falar ou escrever. Lembra da brincadeira de telefone sem fio do colégio? É mais ou menos isso. Rsrs
     
*      Quando a prova pede uma alternativa que reescreve corretamente alguma frase:
Ex.:   O candidato fez a prova com pressa.
1- Com pressa, o candidato fez a prova.
2- O candidato fez a prova com nervosismo.
3- O candidato fazia a prova com pressa.
Comentário: Só a primeira reescritura é válida, pois a segunda alterou o sentido da frase ao mudar o modo como o candidato fez a prova e a terceira alterou o tempo verbal da ação, mudando assim o sentido da frase.
Outra coisa muito importante dentro da paráfrase é a diferença da linguagem Coloquial para Formal.
Tenho visto muitas bancas perguntando sobre isso!! Pois, algumas expressões de uso diário não são bem aceitas no padrão culto, isto nos sugere um processo de substituição para mantermos a elegância da fala ou do texto escrito.
 
   
   
LINGUAGEM
COLOQUIAL
LINGUAGEM FORMAL
Fique de olho nas Eleições.
Fique atento às eleições.
Tem que ter jogo de cintura para agüentar tais jogadores.
Tem que ter habilidade para agüentar tais jogadores
Ele amarelou na hora do jogo.
Ele desistiu na hora do jogo
João é um puxa-saco do patrão
João é bajulador do patrão
 
Exemplos do uso no cotidiano:
 “LaGuerta é uma puxa-saco de padrão internacional. Puxou de todo mundo até o alto escalão de investigadores de Homicídios. Infelizmente, trata-se de um ofício em que sua capacidade de seduzir nunca foi exigida e ela era uma péssima detetive.” Folha de São Paulo, 24/11/2009
 
“O italiano Roberto Mancini, técnico do Manchester City, afirmou que o cansaço faz com que os jogadores "não pensem sobre o que dizem" e criticou o argentino Carlitos Tevez, de seu time, que chamou o lateral Gary Neville, do Manchester United, de "tonto" e "puxa-saco". Folha de São Paulo, 22/01/2010
 
 
 
4.0 Inferência Textual
 
Até agora vimos a interpretação para analisar questões que apresentam, no enunciado, termos como: “idéia central”, “objetivo do texto”, “intenção do autor”, e tantos outros que tenham por objetivo avaliar a capacidade do sujeito de descobrir a intencionalidade do texto.
Porém existe também a figura da inferência Textual que vem a ser uma interpretação que o leitor fará por meio do seu conhecimento de mundo anterior à leitura. Logo, nada no texto indica que existe uma idéia explícita ou até mesmo implícita.
As suas experiências de vida enquanto ser humano e leitor são decisivas para a leitura, bem como as do autor o foram para a construção do texto.
Perguntas do tipo, segundo o texto, segundo o 1º parágrafo, são perguntas objetivas, onde as respostas estão explicitamente no texto.
Já nas Inferências Textuais, é preciso haver uma interpretação mais ampla, indo ao encontro de elementos fora do texto. Nesses casos, destacam-se perguntas como: Depreende-se do texto, Infere-se do texto e por aí vai.
 
Ex.:
“ Quando pisar no gramado do estádio Santa Laura, em Santiago, na noite desta quarta-feira para buscar a classificação à final da Copa Sul-Americana diante do Universidad de Chile, o time de Cristóvão Borges vai levar uma dúvida de seu torcedor: qual Vasco estará em campo? Aquele que já conquistou classificações e títulos históricos fora de casa ou o que perdeu todas as partidas da Sul-Americana disputadas longe de São Januário neste ano?”

fonte: http://oglobo.globo.com/vasco/fora-de-casa-vasco-acumula-derrotas-neste-ano-vitorias-historicas-334846629/11/11
       Quem conhece o futebol brasileiro não terá problemas para identificar que São Januário é o estádio do Vasco. Mas pela lógica do texto também podemos inferir que São Januário é o estádio do Vasco, mas certeza mesmo, somente quem tem conhecimento de mundo. Nesse caso de futebol. Rsrsrs
Ex.: Ponte sobre córrego em Nova Friburgo ainda é provisória
Quase um ano depois, a ponte de madeira que liga os dois lados do bairro Córrego d' Antas, em Nova Friburgo, ainda é provisória. Por conta da força das águas, o córrego virou um rio. Muitas casas condenadas pelas Defesa Civil depois das chuvas de janeiro ainda não foram demolidas. A situação no bairro continua complicada. http://oglobo.globo.com/serra/ponte-sobre-corrego-em-nova-friburgo-ainda-provisoria-3313667
      Quase um ano de que? Rsrs Pois é, caso você fosse morador da Região Serrana do estado do Rio de Janeiro, saberia certamente que no dia 12/01/11 aconteceu uma das maiores tragédias naturais do Brasil naquele lugar. Todavia, podemos inferir do texto que a quase um ano atrás algo fora do comum aconteceu que abalou o pequeno bairro de  Córrego d' Antas, em Nova Friburgo.

5.0 Funções da Linguagem
Primeiramente é bom esclarecer que não se trata de figuras de linguagem como Metáfora, Antítese e etc...
As funções da linguagem estão ligadas à intenção do autor do texto ao escrevê-lo!! São elas:
 



1                 Função referencial;
2                 Função emotiva;
3                 Função conativa;
4                 Função fática;
5                 Função metalinguística;
6                 Função poética;

 
*      Função referencial;
É mais usada no dia-a-dia, a função referencial  ou informativa também chamada denotativa ou cognitiva, privilegia o contexto. Ela evidencia o assunto, o objeto, os fatos, os juízos. É a linguagem da comunicação. Faz referência a um contexto, ou seja, a uma informação sem qualquer envolvimento de quem a produz ou de quem a recebe. Sua intenção é unicamente informar!!

Cota para Bolsa Família deve jogar ingresso da Copa em R$ 40

 
“O governo federal já tem ideia de quanto deverá cobrar pelo ingresso da Copa do Mundo de 2014, no caso de uma parcela ser destinada aos beneficiários do programa Bolsa Família, com preço reduzido: cerca de R$ 40 por partida.”
 
*      Função emotiva;
É aquela centralizada no emissor, revelando sua opinião, sua emoção!
Ex.: Sinto que viver é inevitável. Posso na primavera ficar horas sentada fl1mando, apenas sendo. Ser às vezes sangra. Mas não há como não sangrar pois é no sangue que sinto a primavera. Dói. A primavera me dá coisas. Dá do que viver E sinto que um dia na primavera é que vou morrer De amor pungente e coração enfraquecido.
(Clarice Lispector)
 
 
*      Função conativa;
É aquela que centraliza-se no receptor (leitor, telespectador de TV); o emissor procura influenciar ou induzir o comportamento do receptor. Muito usada em comerciais e propagandas.
 
 
*      Função fática;
Em um outro tipo de situação muito comum na conversação cotidiana, o emissor usa procedimentos para manter o contato físico ou psicológico com o interlocutor, como em alô! Linguagem das falas  telefônicas, saudações e similares. Interjeições, Lugar comum, Saudações, Comentários sobre o clima.
 
 
 
 
 

*      Função metalinguística;
A função metalingüística visa à tradução do código (língua) ou à elaboração do discurso, um grande exemplo é o dicionário!
Ex.: eu quis dizer... bem... quero dizer que essa palavra poderia ser substituída por outra mais precisa, que desse a entender que...".
Ou seja, como a função metalinguística é explicar o próprio código, esse desenho do menino maluquinho é um exemplo de metaliguística pois a mãe explica o significado de “Mal-Educado” ao filho
*      Função Poética
É a linguagem da poesia, É aquela centralizada na mensagem, revelando recursos imaginativos criados pelo emissor. Afetiva, sugestiva, conotativa, ela é metafórica. Valorizam-se as palavras, suas combinações. É a linguagem figurada apresentada em obras literárias, letras de música, em algumas propagandas.

Ex.:
Canção do dia de sempre

Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...

Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...

E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...

E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.

Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.

Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!

E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...
Mario Quintana
 
 

Obs.: É importante saber que num texto qualquer você pode ter vários tipos de funções da linguagem, mas apenas um vai se sobressair!!
 
 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Ótima matéria da FD

Quando vale a pena mudar-se de 'mala e cuia'?

Por Luan Monteiro - luan.monteiro@folhadirigida.com.br
De acordo com os números da Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos (Anpac), mais de 12 milhões de pessoas por ano realizam concursos públicos no Brasil. São candidatos em busca de estabilidade, salários atraentes, crescimento profissional, melhoria de vida. Para alguns, não interessa onde sejam aplicadas as provas ou mesmo para onde se destinam as vagas. O que importa é ser aprovado, mesmo que depois tenham que arrumar as malas.

Brasília vem se consolidando a cada dia como o centro dos concursos públicos, tornando-se uma opção muito atraente para milhões de candidatos. Segundo Ivan Lucas, professor de Direito Administrativo no Gran Cursos, muitos concurseiros mudam-se para a capital federal sentindo-se atraídos pelas inúmeras vantagens oferecidas pelos órgãos. Há sempre gente disposta a adotar um novo CEP residencial, numa equação que leva em consideração variáveis como as oportunidades locais e distância de amigos e familiares, além do custo e da qualidade de vida.

Pedro Henrique Jardim é morador de Brasília e pretende fazer o caminho inverso. Deseja sair do Distrito Federal devido ao alto custo de vida. Ele, que está estudando para o TST, pretende fazer também a prova para o TRF do Ceará. "O custo de vida em Brasília é muito elevado. Se eu passar no concurso do TST e ganhar, por exemplo, R$7 mil, faria muito menos coisas aqui em Brasília do que poderia fazer com essa mesma quantia no Ceará”, explica o estudante.

Segundo Ivan Lucas, outra razão pela qual o concurseiro opta por prestar concurso em outro estado é quando aquela seleção tão esperada não abrange sua cidade natal, como, por exemplo, a Agência Nacional de Cinema (Ancine), que oferece 100 vagas para candidatos de nível médio, mas nenhuma para Brasília. Há ainda diversos casos de concursos com lotação apenas na capital do país. E ai surge a pergunta: Será que vale a pena concorrer a vagas em locais distantes de sua cidade? Alguns candidatos que buscam a segurança financeira garantem que vale. Em contrapartida, há quem acredite que é preciso levar em conta se irão ou não se adaptar ou se a remuneração compensará os gastos extras que, certamente, terão longe de casa. E no próprio processo de mudança de cidade...

A estudande do Gran Cursos, Sueme Mahmoud Ali, saiu de Cuiabá/MT e foi para Brasília em busca da aprovação. Ela ainda não atingiu o objetivo final na área da carreira pública, porém não se arrepende da mudança. "Estou me preparando para o concurso do TST. Estou feliz com a mudança e hoje, independentemente do salário, não troco Brasília por nenhum outro estado. Vou passar no concurso que quero e continuar morando aqui por um bom tempo", comentou.

No caso dos casados, mudança mexe com toda a família
Para a também estudante do Gran Cursos, Regiane Perpétua Teixeira, a mudança pode ser boa, desde que o salário compense. "Normalmente, só faço concursos federais, mesmo que estes tenham vagas com lotação fora de Brasília. O importante é que os salários oferecidos sejam os mesmos que os pagos aqui na capital federal, o que normalmente acontece". Mas, e a família, como fica? "Meu marido é servidor da Câmara e não poderá ir junto para outro estado. Por isso, participo das seleções federais, pois pretendo tentar remoção. E, como ele vai ficar, quando vou fazer a inscrição, levo sempre em consideração o preço da passagem área porque precisarei vir sempre para Brasília", declarou.

Segundo a psicóloga e orientadora profissional, Ana Cavalcante, essa mudança de cidade é menos complicada para os solteiros. Já os casados devem tomar cuidados. "Na prática, deve-se pensar em como fazer a mudança e instalação na nova residência. Para o candidato solteiro pode ser mais fácil, pois ele não precisa cuidar da mudança e readaptação de toda a família. Porém, para alguns solteiros, também pode ser muito difícil se distanciar dos familiares e amigos. Neste caso a aventura pode ser até bastante negativa. Já no caso dos casados, para não criar discórdia, é sempre prudente considerar a opinião das pessoas que estão envolvidas nesse processo. Afinal a vida delas irá mudar também. Então, é válido que haja um consentimento", declarou.

Para Ana, antes da mudança o candidato deve considerar diversos fatores. "Ele deve analisar a região onde irá viver, o clima, a cultura, a qualidade de vida possível, se os hábitos regionais são agradáveis ou não. Para cuidar da adaptação seria interessante que o candidato conhecesse o lugar, que buscasse informações sobre o clima e cultura na internet ou que fizesse uma viagem ao local... Cuidar da habitação para que fique confortável e acolhedora também é válido. Buscar atividades familiares e que proporcionem prazer facilitarão a adaptação", frisou.

Questão financeira é o fator fundamental na decisão
Antes da mudança a questão financeira deve ser levada em consideração. Para o especialista em finanças, Altemir Farinhas, a pessoa que passa em concurso para outro estado deve investir em um imóvel. "Quem vai morar em outro estado deve procurar evitar o aluguel. Recomendo que compre um imóvel. Se for transferido para outro lugar, a pessoa pode alugar a casa própria em que já residia e com o valor do aluguel pagar a prestação da nova residência. Essa é uma boa forma de fazer uma poupança. Quem é casado e com filhos deve conhecer um pouco mais sobre a cidade. Conheço alguns casos em que a esposa ou o marido não conseguiu nenhuma recolocação e, nesse caso, a renda do casal ficou prejudicada", ressaltou.

O professor Mariano Borges, do Gran Cursos, comenta que a maioria dos candidatos aprovados para outros estados tem tido facilidade na adaptação. "Por incrível que pareça a maioria dos candidatos que se
desloca, qualquer que seja a localidade de partida ou de chegada, de uma forma geral, se adapta bem. Muitos também usam o fato de irem para uma localidade onde não conhecem ninguém para dar maior dedicação aos estudos, fazendo isso já empregados, pensando num upgrade. Nesse contexto, rapidamente passam em outro, aí sim para o local pretendido", destaca.

Para o professor, é fundamental que os concurseiros corram atrás do sonho, sem ter em mente a limitação geográfica. "Aconselho os meus alunos em sala de aula que procurem fazer todos os concursos que puderem, não só para adquirir experiência bem como para, quem sabe, buscar novos horizontes. Qualidade de vida e custo de vida melhores! Mudar-se não os impede de continuarem se preparando, só que, ganhando além de experiência, ótimos salários. E, ainda que o local não seja a cidade dos seus sonhos, muitas vezes existe a possibilidade de uma eventual remoção. São inúmeras as possibilidades que se abrem", comenta.

De acordo com Ivan Lucas, em alguns concursos federais, como, por exemplo, o da Receita Federal, a possibilidade de voltar para a cidade ou estado de origem normalmente só se dá após dois ou três anos de permanência na localidade em que se ingressou. “Antes de tomar uma decisão como esta, o melhor a se fazer é pensar muito antes, pois as mudanças nem sempre são aquelas que a gente espera. Mas se vocês me permitem, arrisco dizer que sempre vale a pena buscar por mudanças, pois elas nos dão sentido para viver. Ninguém nunca sabe o que vai encontrar, mas se não tentar também nunca vai saber! Encare, confie e tente, sempre vale a pena encontrar novos horizontes”, destaca Ivan Lucas.

Para finalizar, o professor Mariano Borges deixa um recado para os concurseiros. "O único lugar aonde o sucesso vem antes de trabalho é no dicionário... Então, não se preocupem, se ocupem! Façam concursos em todos os locais desse país onde existam boas oportunidades e depois ponderem, conheçam, cresçam e apareçam... Saiam da zona de conforto, pois pode haver um mundo maravilhoso bem perto de vocês".
 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

RECURSO PROVA BOMBEIRO-MOTORISTA RJ


MUITOS ALUNOS PEDIRAM PARA EU ELABORAR UM RECURSO PARA ESTA QUESTÃO, ENTÃO, PARA ALEGRIA DE TODOS, EU O FIZ:
 
 
Diante das normas gramaticais e linguísticas vigentes, a questão em tela abre a possibilidade para duas interpretações  no que concerne ao predomínio da função linguística.

Pois, conforme o gabarito oficial o texto analisado possui uma missão-função que é a de apenas informar, “jogar uma informação”, pois esse é o papel da função dita Referencial. Contudo, o texto é claro ao redirecionar suas atenções para o novo comportamento do receptor da mensagem ao estabelecer por exemplo: “É necessário que o pedestre entenda isso e contorne o veiculo...” Ou ainda “ ...Não provoque o motorista com palavrões...” Logo, entendo que tal questão deveria ter mudança de gabarito para Conativa (Apelativa), função essa utilizável por autores no momento em que querem induzir, ou talvez alterar o entendimento do receptor em relação a um certo comportamento, hábito ou até mesmo produto. Porém, no mínimo,  considero importante que esta banca a anule a questão.

Logo, Solicito alteração de gabarito ou anulação da questão.

 

Prof. Tiago Lyra

sábado, 15 de setembro de 2012

Recomendações finais para prova de motorista


Com a proximidade da prova objetiva do concurso para soldado motorista do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ), marcada para este domingo, dia 16, a Funcefet, organizadora, dá dicas importantes aos 23.961 inscritos. A primeira recomendação é em relação ao horário de chegada, que deve ser com uma hora de antecedência, ou seja, às 13h, tendo em vista o horário de início da avaliação: 14h. A prova de múltipla escolha, com duração de quatro horas, terá 40 questões sobre as disciplinas de Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico e Legislação de Trânsito. A Funcefet afirma que os candidatos devem portar documento de identificação oficial (de preferência, o mesmo usado na inscrição), caneta esferográfica de cor azul ou preta e, apesar de o candidato não precisar levar o cartão de informação, é fundamental que tenha conhecimento pleno do seu local de prova.

Segundo a organizadora, não há exigência quanto ao tipo de roupa que a pessoa deve vestir no dia da prova, mas aconselha o uso de roupas confortáveis e adequadas ao ambiente. A empresa ressalta, também, que todos poderão entrar com alimentos e bebidas nas salas, caso queiram. Entretanto, existe uma preocupação com a preservação do bem-estar coletivo. Portanto, os candidatos não podem, por motivo algum, perturbar o ambiente de prova. Para consultar os locais de prova, basta acessar a FOLHA DIRIGIDA Online ou o site da Funcefet. São 230 candidatos para cada uma das 100 vagas oferecidas na seleção. Os primeiros 400 classificados na prova objetiva seguirão para a etapa seguinte, composta por avaliação de títulos.
 
Em seguida, quem for considerado apto será submetido ao teste de aptidão física, previsto para ocorrer em 28 de outubro, no qual haverá corrida de meio fundo de 2.400m e 13 minutos, corrida de velocidade de 100m e 17 segundos, abdominal com 30 repetições em um minuto, barra fixa com três repetições sem limite de tempo, natação (50m em 65 segundos) e dinamometria manual, para medir a força da mão. Por fim, terá um teste de direção veicular, seguido por exames de saúde e social, bem como documental. A corporação ministrará um curso de formação para soldados, com duração de seis meses para os aprovados em todas as fases, proporcionando bolsa de R$1.792,21 durante este período. A remuneração inicial de R$2.526,80 será paga após o curso, já incluindo as gratificações.
 
A validade do concurso será de dois anos, podendo ser prorrogada por igual período. Para ingressar nos Bombeiros, é preciso ter menos de 51 anos no ato de posse.